A prática de um nepotismo desenfreado deixa a prefeita de Cuité - Euda Fabiana (PMDB) - em uma "saia justa", em situação de vergonha. É como se na cidade só existisse as famílias "Venâncio", "Palmeira" e"Silva". Os aliados só servem para votar.
Quando entrega cargos públicos a pessoas ligadas por laços familiares, um é pouco, dois é bom, mas três, oito... é demais! E olhe que não foi feito um levantamento de toda a folha até a data da denúncia por parte oposição cuiteense. E o pior: a prefeita, em seu programa de rádio, manda abraços para o povo, mas emprego que é bom: SÓ PARA A FAMÍLIA.
O sentimento é que todo cidadão com outro DNA que se enquadre no perfil com qualidade técnica estão sendo lesados e ignorados pelo nepotismo, seja ele onde for praticado .
O nepotismo é amplamente condenado no âmbito da sociedade, é uma "amarra" associada a um entrave à democracia.
Há vários outros nomes que atuam dentro da própria gestão de Cuité que podem ser aproveitados no primeiro escalão, inclusive de igual ou maior capacidade técnica.
No estilo "Napoleão", a prefeita nomeou diversos familiares. Assim a "Gestão" pública municipal, lidera o ranking do nepotismo da região no Curimataú com loteamento de cargos no primeiro escalão para seus entes familiares.
Depois, essa mesma prefeita, sem nenhuma constrangimento, vem a público dizer que "ama Cuité".
É um "amor incondicional": proteção em demasia do ponto de vista familiar, quando se usa a máquina pública para distribuir cargos importantes.
A Constituição Federal, através do artigo 37, prega que os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência devem ser seguidos na contratação de funcionários no serviço público. Através deste artigo, fica explícito o caráter inconstitucional do nepotismo. No entanto, isso não impede que os municípios criem suas próprias leis para reforçar a proibição.
Importante frisar que nepotismo não é crime, mas é imoral e antiético quando comprovada a intenção da prática. O agente público fica sujeito à ação civil pública por ato de improbidade administrativa, o que inclui desde o ressarcimento integral, se houver dano ao erário público, até a perda da função e dos direitos políticos por determinado tempo. Para isso o Ministério Público deve ser provocado.
Acredito que a prefeita Euda não tem dois pesos e duas medidas. Assim como afastou um funcionário do Hospital Municipal por não abrir a porta para um paciente de forma tácita, deveria fazer o mesmo e pedir a alguns secretários de primeiro escalão a disposição dos cargos.
Espero que os políticos combatam o nepotismo. CHEGA DE CINISMO! A moralidade no servir ao povo não pode ser achincalhada, a politicagem não pode vencer a política, a oligarquia não pode vencer o povo.
*Consultor imobiliário e socialista
FONTE: Blog do Dema Macedo
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